I’m claiming my blog on Technorati.
Technorati Profile
Quase que apanhava uma multa

Polska policja
Há uns tempos quase que apanhava uma multa por atravessar a rua fora da passadeira.
Estava a voltar a casa após o trabalho. Lá fora estavam uns -10 C e eu tiritava de frio por todos os lados. O autocarro que apanho para voltar a casa deixa-me a uns 10 minutos a pé, logo após uma rotunda que eu tenho que atravessar, só que para o fazer tenho que andar para trás, o que não é nada eficiente. Como qualquer bom português faria, eu atravesso 4 faxas a correr para poupar uns valentes 2 minutos de andar para trás e perder tempo.
Acontece que no dia em questão estava um carro da polícia estrategicamente colocado atrás de uns arbustos, e assim que eu atravessei eles saíram do carro ao meu encontro. Apercebi-me logo do que estava a acontecer já tinha ouvido dizer que atravessar fora da passadeira dava direito a multa (100zl. oouch!!!), mas decidi jogar a carta do desentendido.
Os polícias tentaram falar comigo em Polaco mas eu nao entendi – Nierozumiem po polsku – pensei que me iam deixar ir, mas aí o segundo polícia começou a falar um inglês quase perfeito! Merda… quando preciso de alguém que fale inglês para me ajudar nao encontro e agora que me querem dar uma multa já falam inglês.
O que me valeu foi que os polícias estavam bem dispostos. Perguntaram-me se eu era estudante e acho que ficaram bem impressionados quando lhes disse que trabalhava na Polónia há uns 3 meses, no entanto não deixaram desviar muito a conversa e pediram-me a minha identificação. Dei-lhes a minha carta de condução portuguesa (morada portuguesa, registo de Portugal, assim não levo multa na Polónia).
O agente tirou todos os dados que queria sem esboçar um único sorrizo ou mostrar o minímo de empatia, até que virou a carta ao contrário e viu que eu tinha licensa de mota.
Polícia: Hey, tu tens licensa de mota, porque é que não andas de mota aqui?
Eu: Ah a neve e tal, não estou habituado e é perigoso.
Polícia: (risos e umas frases em polaco entre eles) Daqui a dois meses pára a neve, devias trazer a tua mota de Portugal para cá.
Eu: Estou a pensar nisso! Já tenho saudades de andar de mota!
Polícia: Daqui a uns meses vou comprar uma Ducati Monster!
(conversa sobre motas)
Polícia: Bom, desta então é só um aviso, mas para a próxima vou ter que te dar uma multa!
Uffff… O que vale é há polícias que gostam de motas
Christmas travel report
Krakow – London, Stansted
I woke up quite early to make sure I’d be on time for my flight at 10h AM. I arrived in the airport around 8h and there was not many people there. At 8h30 I was already at the gate, one hour in advance. I was quite sleepy so I sat down and eventually I fell asleep. I woke up suddenly 20 minutes after, at 8h50, and relaxed when I saw the giant digital clock just in front of me; I still had at least 45 minutes to wait. I fell again asleep and I woke up at 9h15 but relaxed when I saw I had time. The next time I woke up was with the loudspeakers saying “Last Warning for Mr. Costa”.
I still got into the flight, but they had to call the bus driver to come back to get me (he was not far yet).
London, Stansted – Porto
I arrived in Stansted at 11h30 (local time) and my next flight to Porto was only at 18h30. I had plenty of time to do absolutely nothing. I noticed a lot of blue and yellow machines in front of the Ryanair check-in desks. I went there so see closer and I found out that I would have to do my check in using those machines, using the confirmation code I got when I bought the tickets, and only after I’d deliver my luggage. I tried my code but the machine said it was still too early to check-in for my flight. So I waited. Really long waiting. God I hate waiting, if only I had something to do. Time goes by and 16h00 comes. Two and half hours before my flight I went again to the machines and entered my code. Panic: there’s a red warning under my name saying that I must speak to the Ryanair guys. I was going around asking and finally one of them tells me
- “Ohh yes sir, do you see this special character in your name?”
- “You mean the tilde in João?”
- “Yeap, that’s it. These characters are not supported. You will have to go to that desk over there and get that changed before you can check-in”.
It was really hard to see the desk he was pointing to because there was a freaking huge queue in front of it. Now, I am not sure who was responsible for those automatic check-in machines but I could see that the hardware is from IBM. Anyway, how can you plan a software to deal with hundreds of thousands of users, many of which are foreigner, and forget about the detail of international characters? It really bothers me…
Porto – London, Stansted
There were no problems with check-in or with the flight but when I got to London I was waiting 1hour for my luggage.
London, Stansted – Krakow
This time I knew I had to change my name in that stupid desk. I put my alarm to 3h30 AM (flight was at 6AM) and went straight there when it rang. I did my check-in without further problems.
After boarding I was waiting really long time for departure, because some passenger did check-in and didn’t board the plane so they had to take is luggage out.
Uma coisa nova por dia
Quando vim para a Polónia vinha já determinado a fazer todo o tipo de experiências culturais e gastronómicas. No meu emprego há uma situação engraçada quase todos os dias em relação a isto:
Quando vamos almoçar (eu e as pessoas do meu projecto) temos um menu com cerca de 6 hipóteses mas todas elas escritas em Polaco. Geralmente entre nós todos conseguimos entender 50% do menu, porque há certas palavras chave que já conhecemos, mas embora passemos 5 minutos todos os dias a decifrar os pratos oferecidos, há uma ou duas pessoas que acabam por pedir sempre o mesmo: “galinha com arroz”.
Eu tenho outro método. Quando entro na cantina e vejo o menu decido o que vou comer. Depois participo no decifrar do menu. Claro que ás vezes corre mal :p Já me calhou pedir pratos verdadeiramente intragáveis, mas a maior parte das vezes acabo por ter boas surpresas e as mulheres do atendimento divertem-se imenso a ouvir as minhas tentativas em falar polaco!
Teoria do banho
A minha caldeira/esquentador a gás avariou-se e já começa a fazer um certo frio. Sem aquecimento nem água quente em casa, tomar banho tornou-se um verdadeiro desafio. Rapidamente descobri que tomar banho com água corrente é impossível e tenho a certeza que tomar banho de manhã com água corrente é morte certa.
Ao fim de 3 dias (e 2 banhos e meio) acho que encontrei a melhor solução possível para tomar banho na minha situação actual.
Necessário:
- Banheira
- Fogão (eléctrico ou a gás)
- Tachos/panelas q.b.
- Balde (opcional)
Passos:
- Colocar, ao mesmo tempo, todos os tachos disponíveis com água ao lume.
- Enquanto a água aquece, encher a banheira com um fundo (2 a 4 dedos) de água fria
- Este banho é uma luta contra o tempo. Está muito frio: ir buscar toalha e a roupa para vestir após o banho e colocar perto da banheira.
- Deitar a água quente na banheira e juntar mais água fria se necessário (opcional – deixar alguma água quente de parte para tirar o sabão/champô após o banho, por exemplo num balde)
- Se for necessário lavar a cabeça, começar por fazê-lo sem molhar o resto do corpo (a água está morna, mas faz demasiado frio para estar 2-3 minutos com o corpo molhado). A cabeça pode até ser lavada continuando vestido e fora da banheira, de joelhos no chão, se o frio for demasiado intenso esta operação deve ser feita separadamente do banho.
- Entrar na banheira e lavar o corpo sentado(a) na banheira. Ajuda ter um copo para encher com água e despejar pelo corpo, se deixou alguma água de parte usar no fim para retirar o sabão/champo.
- Pronto! Quase tão bom como quando há água quente :s
Update: Já tenho água quente
Zoo de Cracóvia
Fui há uns tempos ao Zoo aqui em Cracóvia. Infelizmente não há fotos porque a minha máquina continua avariada e ainda não comprei outra (talvez lá para o Natal).
É um sítio bem engraçado que fica no topo de uma colina, rodeado de floresta quase a toda a volta. Não é tão grande como o Zoo de Lisboa mas tem uma boa variedade de animais.
Em frente à jaula dos leões estava um miúdo a rosnar para ver se o leão respondia. Quando o miúdo virou costas ele respondeu mesmo (e bem alto!!) e o miúdo borrou-se todo ahahahah
Fim de semana em Chodziez
Fui passar o fim de semana a casa dos pais da minha namorada, em Chodziez.
Correu tudo lindamente, e fui muito bem recebido. Só não gostei das quase 18h que passei dentro do comboio! As ligações entre Cracóvia e Poznan são terríveis, não obstante serem duas das maiores cidades da Polónia. Não há uma autoestrada entre estas cidades, e as linhas ferroviárias são antigas.
Um dos pontos altos foi ter encontrado uma amiga de Erasmus. Aaaahhhh Erasmus…
Bacalhau
Ontem chegaram-me 400 gramas de felicidade em forma de bacalhau desfiado!
Vou convidar o meu vizinho brasileiro e talvez mais uma duas pessoas para fazermos cá um petisco que (se sair bem) vai servir para matar as saudades da comida portuguesa!
Palavras difíceis de dizer – Chrząszcz
Chrząszcz significa escaravelho/barata.
Na língua deste lindo país onde eu estou, há toda uma nova panóplia de sons capazes de causar hérnias na língua ao aprendiz incauto. Deparei-me com tal palavra recentemente que tem fama de ser uma das mais difíceis de pronunciar, mesmo para os Polacos. Houve até um autor que que em honra de tal palavra escreveu um bonito poema (que também pode ser escutado na lingua original).
Coisas que me irritam – 1
Se eu vos dissesse:
- Na Polónia tudo o que passa na TV é em Polaco.
Vocês podiam muito ignenuamente responder:
- Grande coisa João.. Em Portugal tudo o que passa na TV é em Português.
E estariam muito redondamente enganados. Aquilo que eu quero dizer é: na Polónia, 99,9% dos filmes que passam na TV são dobrados em Polaco, e esta situação deixa-me profundamente irritado, de tal forma que outro dia estava tão chateado que… que… desliguei a televisão e não a vou voltar a ligar tão cedo.
Numa nota positiva, alguém me disse que as televisões polacas estão a considerar adoptar um mecanismo altamente inteligente para resolver este problema. É um mecanismo tecnológico desenvolvido em Cuba nos anos 70 e que se chama “legendas”!









